Psicanálise
3 de julho de 2020

Análise do discurso: Alteridade e Heteridade parte 4

Após compreendermos como a lógica pode ser aplicada na linguagem, prosseguiremos nossa conversa falando sobre o novo papel do discurso.

Voltando aos seminários

De um Outro ao outro – título dado ao Seminário XVI – é a se ler exatamente desta forma: não a simples redução do A ao a, mas a produção do a a partir do trabalho de desdobramento e incidência lógica do A. Retomemos o novo sentido do termo outro na proposição: o significante representa o sujeito para outro significante, agora já transmutada na letra de Lacan. Outro nível do Outro, que faz com que o significante (2) para o qual o significante (1) representa o sujeito, não seja apenas diferente do primeiro, mas de um registro diferente.

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Psicanálise
1 de julho de 2020

A incidência da lógica no campo da linguagem: Alteridade e Heteridade – Parte 3

Agora, que já conversamos sobre o significante e sobre o outro da frase de Lacan, podemos tentar responder à pergunta que deixamos em aberto na última parte dessa conversa: que natureza é essa deste segundo significante que, por ela, é outro? Então, não se trata mais apenas de outro significante de mesma natureza, mas de um significante de outra natureza. Outro nível, outro registro, outro patamar. Qual? 

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Psicanálise
25 de junho de 2020

A análise do outro: Alteridade e heteridade – Parte 2

No texto anterior, conversamos sobre o significado da interpretação para Jacques Lacan. Discorremos sobre o termo significante na frase “O significante é o que representa o sujeito para outro significante”. Continuando nossa conversa, se aplicarmos à frase de Lacan o procedimento do texto anterior poderemos entender o que se passou com ela. O significante é o que representa o sujeito para outro significante. Sim, efetivamente é assim. Mas destacaremos um dos termos deste dito, o termo outro, ali, discretamente colocado como um simples pronome indefinido. 

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Alteridade e heteridade: O outro sentido do mesmo nome ou o comunismo da letra – Parte 1

O significante é o que representa o sujeito para outro significante. Eis uma proposição que tem valor de exergo no ensino lacaniano. Exergo é palavra pouco usada que significa dito ou frase que se extrai de um texto para se tornar uma insígnia emblemática, como se encontram em moedas e selos oficiais. Extraímos do ensino de Lacan esta espécie de redefinição do termo de significante, que não é nem a dos estoicos, os primeiros a usar o termo, nem a de Saussure, fundador da Linguística moderna e que o retoma para delinear o recorte de seu objeto, o signo linguístico, constituído pela díade significante/significado. E a chamamos de exergo porque a extraímos do ensino de Lacan na totalidade de sua extensão, de ponta a ponta. 

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